Special Needs
Just 19, this sucker's dream
I guess I thought you had the flavour
Just 19 and dream obscene
With six months off for bad behaviour
O domingo foi de tempo estranho. Sol vez-sim-vez-não e muitas nuvens.
Parece que as coisas estão mudando mais um pouco...
Tive aula de bolsistas lá no Jaime Arôxa... Tempo, contra-tempo, contrá, tempo, contra-tempo, contrá...
E hoje acordei animado/ansioso, sorridente e cantarolante. Conversei com a Dani (ouvindo Placebo!) e isso fez muito bem. Amo-te, Dani!
*Lembrete: nunca mais sentar próximo aos garotos da turma. É pedir para não conseguir prestar atenção em nada, nem ler ou fazer qualquer outra atividade produtiva! Eles não calam a boca!
Passei a tarde fazendo o projetinho de matemática... comprei tecido, colei as peças de madeira, retoquei, pintei... enfim... até agora minhas mãos ainda têm cola e tinta preta. Espero que fique bom quando secar. Isa e Lucio: Nós fizemos o Universo!
O ano ‘tá acabando... logo é dia de retrospecto.
Enquanto isso, texto infantil e, na minha opinião, exatamente igual a todas as minhas outras narrativas. Caso alguém queira terminar, sinta-se à vontade.
- sem título -
O carro de pintura vermelha descascada cortava o ar com a paisagem desértica entrando pela janela, porém, quase nenhum vento vindo junto. A poeira da estrada acumulava-se na lataria esquentada pelo sol e, vez por outra, ela subia pelos ares. A viagem tornara-se quase insuportável para Daniel: as plantas assumiam um aspecto cactáceo, cinzento, sobre aquela rocha amarela e o céu até seria bonito se aquela maldita estrela ocupasse menos espaço e parasse de brilhar um pouco.
Mais à frente, havia um posto de estrada, onde parou, com as mãos escorregando pelo volante devido ao suor. Tirou os cabelos dourados e molhados da testa – já não tinham o aspecto liso e limpo de outrora.
Abriu a porta para refrescar um pouco, então tirou a regata – antes branca, agora encardida – deixando o forte torso ao sol, e se encaminhou às portas do restaurante do posto, onde voltou a colocar a camiseta.
Era um salão aberto com várias mesas de tampo vermelho lustroso e alguns ventiladores nas paredes sujas. Seguiu ao balcão com os tênis grudando no chão sujo e gordurento, mas, antes de chegar perto, a velha da caixa registradora atendeu com voz ríspida:
- O que quer?
- Banheiro... onde há um banheiro?
- Naquele canto – apontou para o canto do outro lado de onde estavam, próximo a grandes latas de lixo. Porta da esquerda.
Virou as costas e seguiu decidido para o banheiro, sujo e escuro, de azulejos limosos. Era bom folgar o jeans depois de tantas horas na estrada. Enquanto mijava, decidia para onde iria: talvez a casa da sua tia, uns 300 quilômetros dali, onde seria bom deitar na rede e sentir o cheiro de mato. Fechou o zíper e abriu a porta, voltando para o restaurante.
- Quantos quilômetros faltam até a bifurcação?
- Uns 20 ou 30.
Saiu pela porta de vidro sem dizer nada, observando a estrada com aquele terrível efeito de deformação que o calor causa próximo ao chão. A terra e as pedras murmuravam sob seus pés durante o percurso até o carro. Abriu a porta e sussurrou para Giovana, no banco do carona:
- Acordou? Demorou muito...
- Eu acabei misturando muita bebida com os comprimidos – escancarou a porta de seu lado. Você não tem algum remédio? ‘Tô morrendo de dor de cabeça – virou a cabeça para fora e vomitou ali mesmo, olhou de volta para Daniel, limpando o canto da boca. E vodka? Ainda tem um pouco?
O rapaz se voltou para o rosto que o fitava, bonito e claro, de contornos delicados, boca vermelha e sensual, cabelos curtos e negros molhados de suor.
- Você devia parar com isso – atirou-lhe um frasco com remédios. Sabe...? Não te faz bem...
- Agora você não pode falar nada. Depois de ontem à noite...
Daniel olhou triste para o painel quebrado do carro.
Turbilhão de sentimentos e palavras dentro de mim
Queria escrever de uma forma que não fosse piegas, pessimista, tola ou algo assim...
De qualquer forma:
Amplexos e ósculos
Última flor do Lácio, inculta e bela
Linguagem pedante, mas gostei – em especial da última estrofe.
A Idéia
Augusto dos Anjos
De onde ela vem?! De que matéria bruta
Vem essa luz que sobre as nebulosas
Cai de incógnitas criptas misteriosas
Como as estalactites de uma gruta?!
Vem da psicogenética e alta luta
Do feixe de moléculas nervosas,
Que, em desintegrações maravilhosas,
Delibera, e depois, quer e executa!
Vem do encéfalo absconso que a constringe,
Chega em seguida às cordas da laringe,
Tísica, tênue, mínima, raquítica...
Quebra a força centrípeta que a amarra,
Mas, de repente, e quase morta, esbarra
No mulambo da língua paralítica
Semântica + Ortoepia
- Projétil/projetil: ambas têm o mesmo significado;
- Rupia / rúpia: a primeira é a moeda da Indonésia; a segunda, uma planta aquática;
- Sutil / sútil: a primeira tem por significado "delicado, tênue, hábil"; a segunda, "tudo aquilo que é composto por pedaços costurados";
- Cupido / cúpido: a primeira, deus alado do amor; a segunda, ávido por dinheiro ambicioso ou possuído de desejos amorosos.
Piadinha cretina - O que é política?
Filho: Pai, eu preciso fazer um trabalho para a Escola, posso te fazer uma pergunta?
Pai: Claro meu filho! Qual é a pergunta?
Filho: O que é Política, pai??
Pai: Bem, vou usar a nossa casa como exemplo. Sou Capitalismo, sua Mãe administra (gasta!) o dinheiro então ela é o Governo. Como nós cuidamos das suas necessidades, você é o Povo. A Empregada é a classe trabalhadora, e seu irmãozinho nenê é o futuro. Entendeu meu filho?
Filho: Mais ou menos, Pai. Irei pensar...
Naquela noite, acordado pelo choro do irmãozinho nenê, o menino foi ver o que havia de errado. descobriu que o nenê tinha sujado a fralda e estava todo emporcalhado!Foi ao quarto dos pais e a Mãe estava num sono muito pesado. Foi então, ao quarto da empregada e viu através da fechadura, o Pai na cama com a empregada.Como os dois nem percebiam as batidas que o menino dava na porta, ele voltou para seu quarto e dormiu. Na manhã seguinte ele falou para o Pai:
Filho: Paiê, acho que entendi o que é Política!!
Pai: Ótimo meu filho! Então me explique nas suas próprias palavras...
Filho: Bom Pai, enquanto o Capitalismo fode a Classe Trabalhadora, o Governo dorme profundamente. O Povo é totalmente ignorado e o Futuro está todo cagado!
Depois de tudo, a música
Não que eu realmente ache que a música vem depois de tudo, mas no blog vem.
Jorge Vercilo
Asas Cortadas
http://rapidshare.com/files/5092919/Jorge_Vercilo_-_Asas_cortadas.mp3.html
Eu, pássaro perdido que avoou sem medo quando era menino. Sério, eu chego a me lembrar e logo chega o mundo pra intimidar. Eles gritam e conseguem me assustar. Eu me sinto gaivota sobre o mar que afundou as asas nas manchas de óleo ao mergulhar e agora não consegue mais voar.
Um dia eu vou voar
Sei , sei tudo que posso, mas vem essa lei e impõe o ócio.
Quem tem um olho é rei. Se eu desafiar, incomodarei
Vez em quando bate um vento por aqui, abro as minhas asas para tentar subir, mas com tanto tempo preso a essas grades, me esqueci e agora tenho medo de cair.
Tiê, venha das alturas me salvar, no maciço da Tijuca pousará, onde as nuvens se debruçam e eu não canso de esperar. Sua liberdade me libertará.
Abra as suas asas.Vai sem medo, vai, vai ganhar o céu. Quem provou da liberdade não terminará preso às próprias grades.
Um dia eu vou voar
Eu já vivi no ar. Vem me ver voar. Vem me ver voa
por Lucas Turmena | 10:37 PM |