perfil;


o.õ

• Perfil Blogger
• Blip.fm
• Flickr
• Last.fm
• Orkut Profile
• Twitter
• lucasturmena@hotmail.com

Lucas Turmena, 18 anos, curitiboca típico, muitos planetas em Virgem e Sagitário, pretenso designer e publicitário, apaixonado por literatura e idiomas, meia dúzia de idéias compulsivas e um pouco de tédio.

• Música: Aqualung, Caetano Veloso, Chico Buarque, Gotan Project, Los Hermanos, Narcotango, Placebo, The Beatles, The Smiths, The Whitest Boy ALive;

• Filmes: Bicho de Sete Cabeças, C.R.A.Z.Y., (O) Cheiro do Ralo, Goodbye Lenin!, Great Expectations, Incuráveis, Juno, Ladri di Biciclette, Paris Je T'aime, Singin' in the Rain, Todo Sobre Mi Madre, Un Chien Andalou;

• Livros: Assis, Kundera, Leminski, Lispector, Márquez, Nabokov, Sain-Exupéry, Scliar, Telles.

www.flickr.com
Esse é um módulo do Flickr que mostra fotos e vídeos públicos de lturmena. Faça seu próprio módulo aqui.

amigos;


Blog - Jean
Blog - Mouris
Blog - Nana
Blog - Rê
Blog - Val
Flickr - Angélica
Flickr - Marília
LiveJournal - Paula

links;


Cine Crítica
Comunicação OnLine
Curitiba Interativa
Google News
Porta Curtas

arquivos;


Metáforas e conjunções.

[sábado, maio 17, 2008]

Metáforas e conjunções.

De todas suas paixões e amores, havia dois que lhe atraíam em especial. Metáforas e Conjunções.
Ambas davam um certo tremor de contentamento, causavam um sorrisinho de canto de boca, um reconforto que subia pelo peito.
As metáforas eram seu mundo à parte, construído pela educação entre romances e fábulas. Só entrava ali quem tivesse a sua permissão, quem lhe entendesse tão bem que logo também compreendia o que dizia ou quem fosse iniciado nos mistérios cerrados por algumas poucas palavras - que tanto poderiam ser seu código de conduta moral quanto um padrão de comportamento verificado nas pessoas à sua volta. Colecionava-as, enriquecia-as com significados, atribuía ainda mais significações, correlacionava-as e estruturava todo um universo de idéias e conceitos. Retirava-as de toda fantasia que fosse possível, quase a escrever um romance de paráfrases. Valia filme, livro, conto infantil, história da carochinha e de pescador, tudo tinha importância e em tudo via outros significados aplicáveis à sua vida. Vida que mais acontecia no plano intelectual e emocional do que factualmente, no plano da realidade.
Já as conjunções, essas eram amadas não só por serem, também elas, uma metáfora, mas por trazerem a coesão que tanto ambicionava. As frases não deveriam vir soltas, mas todas juntas, numa longa corrente ligadas por coordenações e subordinações. Tencionava, inclusive, sempre escrever assim, porém, admitia o quão difícil era manter um texto sem assíndetos ou frases secas isoladas por pontos finais. Ainda assim, era de seu desejo frases introduzidas por partículas aditivas, adversativas, conclusivas e tudo mais, o que tornaria as coisas muito mais fáceis. Realmente, era egoísta ao deixar suas frases sem pé nem cabeça e exigir um conjunto coeso dos outros em torno. De qualquer modo, de todas as conjunções, amava duas em especial: desde que apaixonara-se pelo "se", dificilmente usava advérbios de negação ou afirmação e tornava suas construções assindéticas ainda mais duvidosas; e gostava do "porque", que a tudo dava razão e segurança.
Por mais metafóricas que fossem suas paixões, não deixavam de lhe ser a coisa mais concreta que tinha. Por mais que fossem paixões de faz-de-conta e se dissolvessem em palavras, por mais que fossem não-correspondidas.

por Lucas Turmena | 9:38 PM | 0 comentários; 0 comentarios;

Post a Comment